Audiência sobre incinerador de lixo em Perus tem confusão, vaias e denúncia de participantes pagos

  • 01/04/2026
(Foto: Reprodução)
Audiência sobre incinerador de lixo em Perus tem confusão e denúncia de "figurantes" pagos Uma audiência pública para discutir a instalação de um incinerador de lixo na região de Perus, na Zona Norte de São Paulo, foi marcada por confusão, interrupções constantes e acusações de que pessoas de fora do bairro foram pagas para tumultuar o debate. O encontro desta terça-feira (31) faz parte do processo de licenciamento ambiental da Unidade de Recuperação Energética (URE) Bandeirantes, que a Prefeitura de São Paulo pretende instalar na área onde funcionou o antigo Aterro Bandeirantes, desativado há 19 anos. A proposta enfrenta forte resistência dos moradores da região, que ainda carregam lembranças negativas da época em que o local funcionava como depósito de lixo. Entre as principais preocupações apontadas pela comunidade estão a poluição do ar, os possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente, além do risco de explosões e incêndios, já que a área ainda emite biogás do antigo aterro. A audiência desta terça-feira (31) lotou o auditório do Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, e parte do público não conseguiu entrar, sendo contida por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Do lado de dentro, falas de representantes do poder público, da empresa responsável pelo projeto e da população foram interrompidas diversas vezes por gritos e vaias de manifestantes contrários e favoráveis à proposta. Moradores de Perus protestam contra instalação de incinerador de lixo no bairro Reprodução/movimento 'Incinerador de lixo em Perus, não' Denúncia de “figuração” Moradores acusaram a organização do evento de permitir a presença de pessoas que não seriam da região de Perus. Segundo eles, esses participantes foram levados de ônibus com o objetivo de tumultuar a sessão ou direcionar as manifestações. Alguns moradores apresentaram mensagens que circularam em um grupo de WhatsApp chamado “Trabalho”. Nos textos, há a indicação de que um ônibus sairia da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, além de orientações para aplaudir, vaiar e se manifestar conforme instruções dadas no local. As mensagens também mencionam um pagamento de R$ 170, mais R$ 20 para alimentação, e afirmam que o valor só seria pago ao final da participação. Há ainda recomendações sobre vestimenta e exigência de comprometimento e energia dos participantes. Moradores de Perus fazem protesto durante audiência pública sobre incinerador de lixo O movimento que articula a oposição ao projeto também criticou a baixa representação de indígenas na audiência, devido à lotação. "Lideranças das Terras Indígenas dos Povos Guarani-Mbyá, no Jaraguá, protetores do remanescente de Mata Atlântica da região, foram barrados no portão do CEU Perus. Depois de muita articulação, os organizadores permitiram a entrada de apenas três indígenas guarani-mbyá e os demais continuaram no foyer do teatro", diz comunicado do movimento ‘Incinerador de Lixo em Perus, não’. O possível impacto do incinerador a áreas sensíveis próximas, como o Parque Anhanguera e a Terra Indígena do Jaraguá, é um dos principais focos das críticas. Opositores do projeto também chamam atenção para o impacto social, com o possível fim de cooperativas de catadores e recicladores que atuam na região. Licenciamento ainda em análise A audiência foi conduzida pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e é uma das etapas do processo de licenciamento ambiental do empreendimento. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que ainda está analisando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado para o projeto. Até o momento, nenhuma licença ambiental foi concedida. Projeto de incinerador no antigo aterro Bandeirantes, na Zona Norte de São Paulo Reprodução/TV Globo A gestão Ricardo Nunes (MDB) e a Logística Ambiental de São Paulo (Loga), empresa parceira no projeto, apresentam a URE Bandeirantes como um marco na modernização da gestão de resíduos sólidos da capital. O projeto prevê unidades previstas estão triagem inteligente, biossecagem, biodigestão, compostagem e a recuperação energética, que consiste na queima controlada de resíduos para geração de eletricidade. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a previsão é que a unidade fique pronta em 2028, caso o projeto seja aprovado nos órgãos ambientais. A estimativa é que o incinerador tenha capacidade de processar até mil toneladas de resíduos por dia, reduzindo o volume de lixo em até 80% e diminuindo a dependência de aterros sanitários, que estão saturados.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/01/audiencia-sobre-incinerador-de-lixo-em-perus-tem-confusao-vaias-e-denuncia-de-participantes-pagos.ghtml


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