Empresário morto em buraco no autódromo em SP: 9 meses após crime, polícia ouve testemunhas e apreende novos celulares

  • 26/03/2026
(Foto: Reprodução)
Morte de empresário em Interlagos completa dois meses: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (26) novas diligências na investigação da morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, recolheram celulares para perícia e ouviram testemunhas na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, ninguém foi preso. O caso ocorreu em maio de 2025 e segue sem solução. Adalberto desapareceu no dia 30 daquele mês, após participar de um festival de motociclismo realizado no autódromo. O corpo dele foi localizado três dias depois, em 3 de junho, em uma área em obras dentro do complexo. De acordo com a investigação, o empresário foi encontrado em um buraco com cerca de três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. Sobre o corpo, estava o capacete da vítima, mas sem a câmera que ele usava para registrar imagens do evento e que havia sido utilizada para publicar vídeos nas redes sociais. Ainda segundo os policiais, Adalberto vestia jaqueta, camiseta e cueca, e estava sem calça e sem tênis. A principal linha investigativa aponta que ele foi colocado no local já sem vida. A hipótese considerada mais provável pelos investigadores é a de que o empresário tenha se envolvido em uma discussão após acessar uma área restrita do kartódromo. A suspeita é que ele possa ter brigado com um segurança e sido morto na sequência. A polícia não descarta, no entanto, a participação de outras pessoas. Como o evento reuniu milhares de frequentadores, investigadores consideram a possibilidade de envolvimento de terceiros no homicídio. Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos Reprodução A Polícia Civil investiga se seguranças estão envolvidos no homicídio do empresário encontrado orto num buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo . LEIA TAMBÉM: Polícia encontra sangue no carro de empresário achado morto em buraco de obra Polícia apura se seguranças, vendedores ou frequentadores estão envolvidos em homicídio 'É um pesadelo sem respostas', diz mulher de empresário encontrado morto em Interlagos O laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário teve morte violenta por asfixia. Ainda não se sabe se causada por esganadura (já que foram encontradas escoriações no pescoço dele) ou por compressão torácica (alguém pode ter comprimido o pulmão da vítima com o joelho). Prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Centro de São Paulo. Divulgação/SSP Uma das esperanças da polícia para ajudar a esclarecer como foi o assassinato de Adalberto e apontar quem o matou está num equipamento de Israel. O software israelense Cellebrite está sendo usado para extrair dados de ao menos 15 celulares e de três computadores apreendidos com a própria vítima, um amigo dela, sete seguranças e dois produtores do evento em Interlagos. Isso não significa, no entanto, que quem teve o celular apreendido é considerado suspeito de envolvimento no caso. Até porque ainda não há nenhum indício de crime contra ninguém. O objetivo da análise dos aparelhos é tentar encontrar alguma informação que indique a participação de alguém no assassinato. Empresas de segurança Possibilidade de trajeto percorrida por empresário morto no autódromo de Interlagos Reprodução/TV Globo A Malbork Serviços de Vigilância e Segurança informou à investigação ter levado 13 seguranças para trabalhar no autódromo em 30 de maio, quando Adalberto foi ao festival. Há alguns anos a empresa é responsável pela proteção patrimonial de Interlagos. Por esse motivo, a polícia apreendeu celulares de dois coordenadores da firma. Procurada pelo g1, a Malbork não se pronunciou à época. A ESC Fonseccas Segurança Eirelli, por sua vez, alegou à polícia ter disponibilizado 188 seguranças durante a realização do festival. A empresa cuidou exclusivamente da vigilância do evento. Inicialmente, três de seus coordenadores também tiveram os celulares apreendidos para análise. Mas como a lista de profissionais que a ESC repassou ao DHPP não tinha os nomes de dois funcionários, a investigação desconfiou. E pediu à Justiça mandados de busca e apreensão para serem cumpridos na própria empresa e em endereços ligados às pessoas que deixaram de ser citadas. Com autorização judicial, policiais apreenderam em 18 de julho quatro celulares e dois computadores. Uma dessas duas pessoas não mencionadas anteriormente pela ESC é um segurança praticante de jiu-jítsu. Ele acabou detido pela polícia por posse irregular de munições. Foram encontradas 21 balas de revólver calibre 38 _a arma não foi achada. Os cartuchos e o celular dele acabaram apreendidos. Levado em flagrante à delegacia, ele pagou uma fiança de R$ 1.804 para responder em liberdade ao crime pelo Estatuto do Desarmamento. Em 22 de agosto, esse segurança que pratica artes marciais se tornou réu na Justiça por posse ilegal de munições. Posteriormente ele será julgado por esse crime. O homem também tem passagens criminais anteriores por furto, associação criminosa e ameaça. Até a última atualização desta reportagem não havia comprovação, segundo as autoridades, de que esse segurança tenha envolvimento com a morte de Adalberto. Questionada, a ESC informou que colabora com a investigação, que ainda não foi concluída. Vídeos do empresário Polícia trata como crime morte de empresário no autódromo de Interlagos A investigação policial é acompanhada pelo Ministério Público (MP). Policiais e promotores tentam saber em quais circunstâncias Adalberto morreu e quem o matou. Mas não há vídeos mostrando o crime nem denúncias a esse respeito apontando um ou mais culpados. As imagens que a investigação tem são as de câmeras de segurança que gravaram Adalberto entrando e caminhando no evento, e passando pelo estacionamento do kartódromo (veja vídeo nesta reportagem). O empresário havia deixado seu carro no local. As cenas não mostram, no entanto, nenhuma briga. Polícia identifica suspeito de ter matado empresário encontrado morto em buraco em SP O Departamento de Homicídios já ouviu ao menos 15 pessoas no inquérito que investiga o assassinato de Adalberto. Prestaram depoimentos a viúva e mãe da vítima, o amigo do empresário, representantes do autódromo, do kartódromo e das empresas de seguranças, entre outras. O processo principal já tem cerca de 300 páginas. Há ainda mais dois processos paralelos sobre o mesmo caso. Adalberto tinha 35 anos, era dono de uma rede de óticas e casado. Ele não tinha filhos. Software de Israel ajuda polícia de SP a tentar descobrir quem matou empresário em Interlagos g1 Design LEIA TAMBÉM: Seguranças investigados por morte de empresário achado morto em buraco no autódromo apagaram dados de celulares, diz delegada Morte no Autódromo de Interlagos: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre caso do empresário achado em buraco

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/26/empresario-morto-em-buraco-no-autodromo-em-sp-9-meses-apos-crime-policia-ouve-testemunhas-e-apreende-novos-celulares.ghtml


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